Saiba como destinar resíduos comerciais de forma correta

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, destinar resíduos comerciais inclui a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos ambientais.

De forma geral, os resíduos comerciais podem ser classificados em orgânicos e inorgânicos, e ambos se assemelham bastante ao resíduo doméstico. Sobras de comidas de bares e restaurantes, alimentos estragados e até os pelos dos animais tosados em um pet shop são considerados resíduos orgânicos. Garrafas PET, latas de alumínio e papéis variados, por outro lado, representam o resíduo comercial inorgânico. Em comum, os dois têm a mesma premissa: precisam ser destinados de forma a não poluir o meio ambiente ou prejudicar a saúde da população.

Veja abaixo o que abordaremos neste artigo:

Neste artigo, aprenderemos a como destinar resíduos de forma correta. Confira!

No que consiste os resíduos comerciais?

Segundo a ABNT NBR 10.004:2004, resíduos sólidos são aqueles que:

“resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cuja particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções, técnica e economicamente, inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.”

Para que a gestão dos resíduos sólidos seja feita de forma correta, a Política Nacional de Resíduos Sólidos classificou esses resíduos sólidos quanto à sua origem. Portanto, os resíduos comerciais estão incluídos na alínea “d” do Art.13 da lei 12.305/10:

“d) resíduos de estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços: os gerados nessas atividades, excetuados os resíduos de limpeza urbana, dos serviços públicos de saneamento básico, de serviços de saúde, da construção civil e de serviços de transportes”

O que é destinação de resíduos ambientalmente correta?

A Política Nacional de Resíduos, em seu artigo 3º, define a destinação de resíduos de forma ambientalmente correta da seguinte forma:

“Destinação de resíduos que inclui a reutilização, reciclagem, compostagem, recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações. Estas deverão ser admitidas pelos órgãos competentes do Sisnama, do SNVS e do Suasa, entre elas a disposição final. Para isso, deverá ser observando normas operacionais específicas para evitar danos ou riscos à saúde pública. Como também à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos”.

Assim sendo, os resíduos gerados nos estabelecimentos comerciais podem ser enviados para reutilização, reciclagem, compostagem, recuperação, aproveitamento energético ou outras formas de destinação. O que definirá o modelo de destinação dependerá do tipo de resíduo.

A organização deve sempre seguir a ordem de prioridade na gestão de seus resíduos. A ordem a ser seguida sempre deve iniciar como a preocupação de evitar o máximo a geração. Não sendo possível não gerar, a empresa deve procurar formas de reduzir, reutilizar ou reciclar. Após, o restante dos resíduos devem ser tratados para minimizar os seus impactos ao sofrerem a disposição final ambientalmente adequada.

 

Como destinar resíduos de forma correta?

Vamos saber mais abaixo meios de destinação de resíduos comerciais.

Reciclagem: boa opção para destinar resíduos comerciais

A reciclagem, em síntese, é o processo caracterizado pelo reaproveitamento de materiais descartados a fim de reintroduzi-los no ciclo produtivo.

Composta por um conjunto de técnicas que variam de acordo com o tipo de resíduo a ser recuperado é uma das maneiras mais vantajosas de se tratar o resíduo comercial, tanto da perspectiva ambiental quanto do ponto de vista social. Além de ajudar a reduzir o consumo de matérias-primas, energia elétrica e água, a reciclagem também contribui para a diminuição do volume total de lixo e ainda gera emprego a milhares de pessoas.

O primeiro – e mais importante – passo para começar a reciclar resíduos comerciais é implantar um sistema de coleta seletiva em seu próprio estabelecimento. Esta etapa não só facilita as seguintes, como também ajuda a baratear e a viabilizar todo o processo de reciclagem em si.

Vale destacar que, segundo o Ministério do Meio Ambiente, a coleta seletiva é obrigação da prefeitura de cada cidade e todas as metas referentes a ela fazem parte do conteúdo mínimo dos planos de gestão integrada de resíduos sólidos dos municípios brasileiros.

Os materiais passíveis de reciclagem e mais comumente encontrados no comércio são:

  • papéis: documentos antigos, envelopes, caixas de papelão, papéis de presente;
  • plástico: garrafas PET, talheres e pratos descartáveis, plástico bolha, embalagens de produtos de limpeza ou de higiene;
  • vidro: garrafas de bebidas (cervejas e refrigerantes, principalmente), pratos e copos quebrados;
  • metal: latinhas de alumínio, arames, pregos, parafusos, panelas usadas (sem cabo);
  • orgânicos: restos de comida, papel higiênico usado, saquinhos de chá, folhas de árvore.

 

E como funciona a coleta seletiva? 

Hoje, as formas mais comuns de coleta seletiva disponíveis no Brasil são a coleta porta a porta e a coleta por Pontos de Entrega Voluntária (PEVs).

A primeira pode ser feita tanto pelo prestador de serviço público de limpeza quanto por associações ou cooperativas de catadores – o que estiver disponível na sua região.

Os PEVs, por sua vez, são locais especializados próximos a um conjunto de residências ou comércios, onde as pessoas podem entregar seu lixo já separado previamente.

A coleta seletiva porta a porta é mais prática, mas depende de terceiros (caminhões de lixo ou outros veículos especializados) para acontecer.

Os Pontos de Entrega Voluntária aparecem como uma alternativa principalmente para os estabelecimentos maiores, que produzem muito lixo diariamente e não podem esperar que alguém venha buscá-los. É importante frisar, porém, que é de responsabilidade do comércio separar os resíduos por sua natureza antes de descartá-los – de um jeito ou de outro.

 

Compostagem: a reciclagem dos orgânicos

Em linhas gerais, a compostagem é o processo biológico de valorização da matéria orgânica, seja ela de origem urbana, doméstica ou comercial. Ao contrário da reciclagem dos resíduos inorgânicos, a compostagem acontece de forma natural.

Neste caso, são os fungos, bactérias e outros micro-organismos os responsáveis pela decomposição do lixo orgânico. Este, por sua vez, não pode estar misturado a outros resíduos inorgânicos, uma vez que isso inviabiliza o processo inteiro.

Os produtos da compostagem normalmente são utilizados em jardins, hortas, substratos para plantas e na adubação do solo para a produção agrícola em geral. O adubo que resulta desse processo é rico em nutrientes de que a terra precisa e, quando utilizado de forma adequada, aumenta sua capacidade de retenção de água, controlando a erosão e diminuindo a necessidade de se usar fertilizantes sintéticos.

Segundo cartilha do Ministério do Meio Ambiente, as principais vantagens da compostagem são:

  • redução da quantidade de lixo que seria destinada a aterros sanitários;
  • aproveitamento agrícola da matéria orgânica;
  • reciclagem de nutrientes para o solo;
  • economia no tratamento de efluentes;
  • é um processo ambientalmente seguro.

 

Resíduos comerciais podem ser reutilizados?

O nome já diz tudo: reutilizar é usar um produto específico mais de uma vez, independentemente de ser para o mesmo fim ou não. A reutilização por si só não resolve o problema do excesso de resíduos. Mas pode contribuir para a sua gestão, uma vez que diminui a necessidade de uma nova compra de materiais, combatendo o desperdício.

Apenas resíduos inorgânicos podem ser reutilizados, e alguns precisam ser devidamente preparados para tal.

Documentos e notas antigas podem se transformar em papéis de rascunho, por exemplo. Enquanto garrafas PET, depois de limpas, podem ser usadas para armazenar produtos de limpeza.

O segredo é a criatividade. Cabe às pessoas que trabalham no estabelecimento e separam o lixo diariamente descobrir novas formas de usar tudo aquilo que seria descartado e poderia ser reaproveitado.

Sendo assim, torna-se uma preocupação evidente como fazer o descarte correto dos resíduos comerciais. Como são produzidos em grande escala, se não são descartados corretamente, podem poluir o meio ambiente ou prejudicar a saúde da população. Nesse caso, boas alternativas como a reciclagem e a coleta seletiva devem ser usadas e pensadas no gerenciamento desses resíduos gerados.

 

Como comprovar a destinação correta dos resíduos comerciais?

Um meio para um estabelecimento comprovar a destinação dos resíduos é implantar um sistema de gestão de resíduos. A gestão de resíduos é uma questão estratégica e de obrigação legal que as empresas devem realizar. Com a gestão é possível criar metas para prevenção, redução, reciclagem, reutilização e destinação adequada. Além de melhorar seu controle da geração de resíduos.

Para facilitar o gerenciamento dentro das organizações foi desenvolvido o software VG RESÍDUOS. Esse software vislumbra as necessidades dos clientes que demandam controle total de todos os processos de gerenciamento de resíduos. A principal funcionalidade do software é promover a gestão, eliminando as antigas planilhas de Excel, licenças em PDF, documentos em Word.

Com o software a organização realiza a gestão completa em uma única plataforma, totalmente online. Além disso, a organização tem a oportunidade de ganhar dinheiro com a compra e venda de resíduos.

Com o auxílio do software a empresa identifica deficiências do processo produtivo, reduzindo desperdícios e custos, aumentando a lucratividade dos negócios e contribuindo para o desenvolvimento sustentável. Identifica quais os tipos de resíduos gerados e assim determina qual o melhor modelo de destinação final ambientalmente adequada.

 

Fonte: VG Resíduos

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