Emporcalhamos o mundo

Nós, seres humanos, produzimos resíduos o tempo todo, assim como qualquer outro ser vivo no planeta. A produção desses é inerente à existência. Produzimos gás carbônico ao respirarmos, dejetos ao nos alimentarmos, e finalmente, ao morrermos, nos tornamos material orgânico ou cinzas. Durante toda nossa vida, produzimos resíduos, simplesmente porque estamos vivos. A maior diferença entre a nossa espécie e as outras 8,7 milhões existentes na Terra (número que esta diminuindo a cada dia devido a nossa ação no planeta) é que, a partir de um certo momento, na história da nossa existência, deixamos de nos encaixar nos ciclos biogeoquímicos (ciclos naturais da terra) e passamos a ser formatados para um encaixe perfeito em um sistema que nos leva a produzir, consumir e descartar com um pensamento linear. Esse comportamento nos é imposto desde a revolução industrial, pela lógica industrial, que hoje é inerente ao nosso pensamento. Isso nos faz “cúmplices” do poder econômico destruidor e deslegitima o poder do cidadão de cobrar mudança – afinal, se eu não cuido, não posso exigir que a indústria o faça. Nosso lixo, é o resultado da disposição irresponsável, as vezes criminosa, dos resíduos proveniente da etapa final de um sistema de produção que exauri fontes de recursos escassos não-renováveis e joga fora produtos com a maior frequência possível para abrir mais espaço para o consumo. Os depósitos finais, como aterros sanitários e lixões, estão cada vez mais cheios e os descartes irregulares ainda são frequentes. Além disso, a composição do nosso rejeito contém elementos tóxicos e/ou impossíveis de serem decompostos por agentes naturais. O resultado desse estilo de vida é que não há nenhum ambiente no planeta que não tenha sentido a presença humana e, consequentemente, não esteja minimamente poluído.

Historicamente, boa parte dos dejetos humanos acabaram enterrados ou descartados em mares e rios, criando grandes depósitos que registraram o comportamento da raça humana através dos séculos. Com esse resíduo é possível estudar tipos de alimentação, a evolução do comércio e como as comunidades anteriores se organizavam socialmente – arqueólogos e historiadores lêem as palavras compostas por cerâmicas, restos de alimentos, corpos enterrados e armas feitas de ossos. O que será que vão pensar da nossa sociedade contemporânea no futuro ao analisarem nossos lixões? Enquanto nossos antepassados viviam de coleta, caça e pesca, nós vivemos de consumo e descarte.

A natureza não conseguiu decompor nem o nosso lixo de cinco séculos atrás. Imagine o tempo que vai demorar para decompor tudo que veio após o século XVII com a revolução industrial e a evolução de um maquinário focado em atender as necessidades crescentes de uma população que aumentava vertiginosamente. Atingimos a marca de sete bilhões de humanos habitando o único mundo conhecido atualmente pela ciência com condições para sobrevivermos. Criamos bens de consumo e serviços a partir de uma cultura em que “tudo tem seu prazo”, e este fica cada vez menor conforme uma nova geração de produtos é lançada. Jogamos fora um celular com um ano de duração, descartamos nossos empregados a qualquer sinal de desequilíbrio financeiro e programamos relacionamentos amorosos para acabar logo.

Quem mexe na meleca

Ninguém quer mexer em lixo (aquela cesta cheia de resíduos misturados). Ele fede, se decompõe e atrai pragas e doenças. Mas ainda assim, existe um exército de miseráveis que vive da coleta e destinação do que a sociedade rejeita. São garis, catadores de lixos e recicladores que trabalham em empregos informais ou ganhando muito pouco por um serviço que deveria ser considerado um benefício a saúde pública. Além disso há uma falta de equipamento de segurança adequada disponível para essa população.

Bangladesh, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o quarto país mais poluído do mundo. Sua capital, Dhaka, possui um grande lixão onde crianças e adultos catam qualquer material reciclável em meio a muito lixo orgânico apodrecendo a céu aberto – são 15000 toneladas de melecas descartadas no local diariamente. Esse serviço que os faz arriscar a vida é recompensado por R$ 4,00 por dia2. Mas esta situação não é exclusiva da Ásia. Ou mesmo na África. É presente nas Américas (inclusive na do norte), na Europa ou Oceania. Todos produzimos lixo e delegamos a sua destinação e tratamento aos menos afortunados, quase uma casta tal qual define-se na Índia: os intocáveis.

Só que não adianta mais empurrar o serviço sujo para outras pessoas em situação de risco social. Não existe local no planeta sem lixo e as consequências desse desastre ambiental vão atingir a todos nós. Nossa existência é um barco a afundar e há botes salva-vidas para poucos (você assistiu Titanic?) e, talvez, nem os que saírem a deriva pelo Universo vão achar um novo lar. A não ser que mudemos radicalmente a rota que estamos seguindo. Precisamos de pessoas conscientes no controle do timão, líderes virtuosos que prefiram o bem maior aos interesses pessoais.

Nossa terra virou um grande depósito

O uso de materiais que a natureza não consegue decompor, como o plástico e o vidro, são verdadeiras rochas que levantam montanhas de lixo pelo mundo. Os cinquenta maiores lixões da humanidade estão localizados em países africanos, latino-americanos, caribenhos e no norte da Ásia3. Nesses mesmos territórios estão concentrados ⅔ da população mundial e os países menos desenvolvidos. Estranhamente, essas são as mesmas nacionalidades que somam o menor consumo per-capta. Se elas não consome, da onde vem tanto descarte? A proximidade da pobreza com a sujeira formam uma receita perfeita para o aumento das enfermidades decorrentes da exposição aos materiais tóxicos e animais vetores de doenças. O resultado é um alto número de males intestinais, epitópicos, cancerígenos e, até, anomalias genéticas. Os locais mais carentes do planeta também acabam sendo depósitos de resíduos das nações mais ricas. Isso só acontece porque a solução atual para a destinação final dos rejeitos está relacionada diretamente com a quantidade de dinheiro que você tem para esconder sujeira debaixo do tapete.

Conseguimos! Emporcalhamos o mundo

Nem as montanhas mais altas do planeta escapam da imundice humana. O Monte Everest, pico mais alto do mundo, era considerado um dos locais mais isolados do planeta. Seu topo foi conquistado apenas em 1953 e, num curto período de 60 anos, emporcalhamos suas encostas. Como é muito frio, dejetos humanos orgânicos e corpos de alpinistas que faleceram tentando escalar até o topo não são decompostos. Além disso, cresce a cada ano a quantidade de lixo inorgânico no entorno dos acampamentos e das rotas do “teto do mundo”: montanhistas vão embora e deixam cilindros de oxigênio, restos de barracas, cordas e pregos.

Uma sopa de plástico

Durante a evolução da humanidade, as cidades acabaram se desenvolvendo geralmente em encostas litorâneas. Eram rios, lagos e mares que supriam a necessidade de água para beber, de caminhos para viajar, de fontes para irrigar plantações e que transportavam o lixo e o esgoto para longe desses centros urbanos com suas correntes. Algumas cidades, como a brasileira Paraty, foram projetadas para utilizar a água do mar na limpeza pública. As ruas do centro histórico ficam inundadas durante as marés cheias e por isso, atualmente, há uma preocupação grande em não descartar lixo nas vielas da cidade. Os canais holandeses também eram considerados uma forma de de gestão de descarte eficiente e por isso eram extremamente poluídos até uma mudança na gestão política focar na limpeza dos rios.

Atualmente não se planeja mais a construção de cidades com essa estratégia para a gestão dos resíduos sólidos, porém muito lixo continua sendo levado pela água das chuvas para os rios e, consequentemente, para o mar. Somente em 2010, oito milhões de toneladas de plástico chegaram aos oceanos e a previsão para 2015 é que esse número aumente para 9,1 milhões. O plástico não se decompõe mas, com o sol e a força das ondas, se quebra em mini pedacinhos que acabam no fundo dos oceanos, dentro de animais marinhos, inclusive nos microorganismos ou flutuando em sopas gigantescas de microplástico concentradas pelo movimento das correntes.

Esse mesmo plástico que está espalhado pelos oceanos é indissolúvel e atrai outras substâncias hidrofóbicas existentes nos mares pelo uso em excesso de agrotóxicos, fertilizantes e medicamentos. São os POPs (sigla em inglês para Poluentes Orgânicos Persistentes) e eles estão ligados à doenças como câncer, má-formação em recém-nascidos e baixa contagem de espermatozoides. O impacto é maior nos níveis tróficos mais altos da cadeia alimentar, em animais que se alimentam de outros animais – dentre eles, os humanos. A contaminação de plástico dentro de pequenos seres vivos no oceano é tão grande que estamos começando a influenciar negativamente a reprodução das seres como baleias, tartarugas, diversas especies de peixes, e de pessoas, com o plástico contaminado.

Além do plástico que se quebra, existem os microplásticos que já são produzidos nesse tamanho tão pequeno, muito utilizados em produtos hidratantes e esfoliantes na indústria de cosméticos. Eles variam de 0,004 a 1,24 milímetros e não são capturados nas estações de esgoto após descerem pelo ralos das pias e banheiros no mundo todo. No litoral de São Paulo, no Brasil, o programa “Lixo nos Mares”, do Laboratório de Manejo, Ecologia e Conservação Marinha do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP) encontrou esses milimétricos pedaços dentro de animais invertebrados da fauna marinha.

Queimar não fez desaparecer

Na tentativa de dar um fim ao lixo, o ser humano criou técnicas cada vez mais aperfeiçoadas em queimar os seus rejeitos. O que antes era uma fogueira simples no quintal evoluiu para grandes incineradores industriais utilizados em larga escala pelo mundo. É importante ressaltar que essa é uma saída rápida para o volume crescente de lixo. As cinzas que sobram ainda precisam ser enterradas e as que flutuam, filtradas ou serão lançadas ao ar e carregadas pelas correntes de vento. O filtro é tão importante que é a parte mais cara de um incinerador, afinal, não é só porque um resíduo tóxico foi queimado que ele deixou de ser poluente e perigoso.

Resíduos tóxicos produzidos nos incineradores são similares aos utilizados como arma química na Guerra do Vietnã, que acabou há 40 anos. Os cidadãos do país ainda sofrem com as consequências do lançamento do agente laranja em suas florestas, químico utilizado para desfolhar as árvores e destruir a proteção natural utilizada pela guerrilha local revelando seus acampamentos. Em 2013, a Cruz Vermelha contabilizou 150 mil casos de crianças que nasceram com mal formação congênita como consequência direta da pulverização do agente laranja pelos americanos no país.

Embora o uso do filtro seja uma exigência legal, há um custo exorbitante na operação de retirar as dioxinas e seus semelhantes da fumaça dos incineradores. Você acredita que, se esse falhar, será trocado imediatamente? Talvez na europa (apesar de termos evidencia de displicência nesse continente). E na África? E na Ásia? Na América Latina? Lembrando que não importa quão rico você é ou o quão alto são seus muros, o ar é o mesmo para todos.

Na Colômbia, um agente químico semelhante ao Agente laranja é usado com o pretexto de vencer a luta contra as drogas. Aviões sobrevoam plantações ilegais e destroem as plantações de coca, levando junto a qualidade do solo, da água e adoecendo agricultores que utilizam esse subsídio como uma forma de sobrevivência em um país com muita desigualdade social. O primeiro efeito colateral é a perda de cabelos do corpo, além disso crescem os casos de câncer entre os camponeses do país. Os químicos desses venenos, das armas químicas e das fumaças dos incineradores se acumula em maiores quantidades, a cada geração, no corpo humano.

O espaço, a última fronteira emporcalhada

Mais de 300 000 pedaços de detritos com mais de 1 cm de diâmetro estão viajando em volta do planeta. São satélites desativados, pedaços de naves e partículas de combustível viajando em diferentes rotas e em alta velocidade. Se os objetos estivessem parados ou trafegando lentamente eles cairiam e, como a maioria é pequena, se desintegraria na atmosfera terrestre. Mas não é isso que acontece.

Na parte mais baixa da órbita terrestre (que vai de 160 km a 2000 km de altitude), os detritos chegam a viajar a mais de 25700 km/h. Até mesmo os menores deles podem causar um estrago enorme se houver colisões com algum satélite ou com uma estação espacial. E é exatamente nesta parte da atmosfera que circulam boa parte dos satélites de comunicação – especialmente os que ficam localizados fixamente em cima de determinada região.

A exploração espacial começou na década de 50 com o lançamento do satélite Sputnik 1, da extinta União Soviética. Então todos os detritos foram lançados no espaço em menos de um século. A NASA tem que deslocar recursos e tempo para monitorar pelo menos 19 000 deles (os maiores que uma bola de softball). Da terra é possível prever as rotas dos detritos e avisar aos operadores de satélites e, principalmente, as tripulações das estações espaciais qual desvio tomar. Mesmo assim, acidentes acontecem. Colisões entre pedaços de naves liberam milhares de detritos e, cada vez mais, tornam cara a operação de manter satélites em volta da terra.

Como viver num mundo emporcalhado

Existe uma consequência bem profunda da nossa cultura de descarte. O ser humano pode tentar se isolar o quanto quiser do mundo a sua volta mas ainda assim será infectado de alguma forma, passando a portar no próprio corpo, crescentes quantidades de toxinas pois precisamos de recursos para sobreviver. Emporcalhamos a nós mesmos ao sujarmos nossas fontes de ar, comida, água, moradia e tantas outras substâncias utilizadas por nós.

Emporcalhamos o físico e o espiritual. Na tentativa de sair de uma crise provocada pela Quebra da Bolsa de Nova Iorque e duas Guerras Mundiais, o ser humano passou a valorizar o Ter e não o Ser. O sonho americano de uma casa, um carro, uma família, vários eletrodomésticos e eletrônicos foi incrementado pelo consumo individual de marcas de roupas, gadgets e cosméticos que passaram a ser cada vez mais valorizados. Independente do impacto que isso cause. Num mundo globalizado, as pessoas não estão preocupadas se a blusa da grife da vez foi costurada por um trabalhador bem pago ou numa fábrica de suor na Índia.

A raça humana consumiu tudo que podia e jogou fora aquilo que não mais interessava. Agora vem a era das consequências da cultura do descarte que foi cultivada até então. Não são apenas os nossos netos que sofrerão as consequências ambientais e sociais. Nós já estamos sofrendo. Na análise de uma saída para a situação atual, vale refletir o que Ghandi dizia “nós temos tudo para nossas necessidades, mas não tudo para nossa ganância”.

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